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Temperos




"O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um." Colossenses 4:6, NVI

Elas estavam agrupadas ao redor da mesa, no pátio. Refeição de adolescentes. Eu observava as três. De repente, minhas reflexões se interromperam com um barulho de cadeiras caindo. E gritos. Correndo da sala para fora, vi Melissa curvada de tanto rir. Nell, por outro lado, estava em pé sobre o centro da mesa de jardim, com os braços ao redor do cabo de guarda-sol. Daisy estava a um lado, com o rosto vermelho, veias saltando no pescoço, mãos fechadas. Nell parou de gritar e a voz de Daisy quebrou o silêncio.
- Que jeito de arruinar uma refeição perfeita! Um rato! Iuc!
Entendi o quadro. Sem demora, arrumaram a bagunça, Nell soltou o suporte do guarda-sol da mesa e a paz foi restaurada. Junto com goles de limonada, a conversa se concentrou em por que cada uma havia apresentado uma reação diferente.
-Imaginem isso como uma panela de ensopado. Agora, metaforicamente, acrescentem uma colher de pimenta em pó. O que vai acontecer?
-Vai ficar muito ardido, lógico, e precisa cuidar para não queimar a boca- sugeriu Melissa.
-Talvez você precise tirar o casaco se comer bastante- disse Nell.
- E se em lugar da pimenta você acrescentasse folhas de louro?
- O gosto ficaria completamente diferente... - e a voz de Melissa diminuiu de volume, compreendendo a ilustração.
- Imaginem os pensamentos como se fossem temperos do ensopado que é o seu cérebro- continuei. -Se quiserem um comportameto ardido, de dar lágrima nos olhos, acrescentem raiva. Para uma reação difernt5e, escolham outro tempero.
Foi muito interessante conversar com as meninas a respeito de como os pensamentos podem alterar a química no cérebro. E como as mudançãos químicas do cérebro exercem impacto sobre todas as células do corpo.
-Pareceria- disse Melissa- que os temperos que colocamos no ensopado da nossa mente se apresentam como comportamentos.
Melissa tinha razão. Orei para que elas fizessem escolhas acertadas quanto aos temperos.

Arlene Taylor

Fonte: Meditações da mulher: Sussurros do céu, Casa Publicadora Brasileira, 2009.

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