Depois da longa pausa que fiz sem atualizações volto a postar!
Uma história linda direcionada à casais, futuros casais e , claro, para os que querem casar-se.
Patrício era o porteiro de uma indústria. Todas as manhãs se apresentava para o trabalho com radiante sorriso. O patrão abservava com crescente interesse aquela sua habitual disposição de espírito. Um dia lhe disse:
-Patrício, contam-me que você é muito feliz com sua mulher; diga-me, é isto verdade?
- Sim, é verdade patrão. Não temos tido um desgosto sequer durante mais de vinte anos.
-Mas viveram assim desde o princípio? perguntou o patrão, pois os irlandeses têm fama de ter gênio bastante explosivo.
- Não, respondeu Patrício. A princípio não andávamos bem. Temos gênio bastante forte e eram comuns as alterações. Em mais de uma ocasião estivemos a ponto de andar aos murros. Por fim fui consultar um velho senhor que tinha fama de sábio, e que ganahava a vida dando conselhos aos que tinham dificuldades. Disse-me que voltasse no dia seguinte com a importância da consulta, que então me daria o conselho.
No dia seguinte entregou-me uma caixinha fechada, dizendo-me que a não abrisse até que me achasse aborrecido com a senhora, e que então deveria reperti-lhe as palavras que continha, as quais tirariam nosso aborrecimento. A oportunidade não tardou a se apresentar. Já estávamos em ponto de briga, quando de repente me lembrei da receita e do dinheiro que havia gasto, e tirando a caixinha do bolso, abri-a e tirei o papelzinho que ali estava.
A princípio estava tão revoltado que mal podia ler; depois que li achava por demais difícil repetir aquelas palavras. Pensei, porém no dinheiro gasto naquela receita, na situação desesperadora que me encontrava, por fim me animei e experimentei o conselho. Enverginado, com voz sumida, repeti o conselho tantas vezes quantas ele me havia dito que fizesse. O Sr. nãopode acreditar no efeito surpreendente daquelas palavras tão simples. Desapareceu logo a revolta, o aborrecimento dos dois...
- Que palavras mágicas foram essas? perguntou o patrão.
Espero que essasnpalavras não tenham perdido sua virtude, disse Patrício. Foram simplesmente: "Amo-te querida". Asseguro-lhe, patrão, que não me foi fácil pronunciá-las naquelia dia, mas o resultado foimaravilhos. Desde aquele momento, vinte anos atrás, não tivemos outra ocasião para as pôr à prova.
No fim daquele mês, Ptrício encontrou duzentos reais extras em seu envelope, e na casa do patrão tudo andava às mil maravilhas. Sinal de que "Amo-te querida" ainda não havia perdido sua virtude original.
Autor desconhecido
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